Governo do Paraná está tentando novamente criar uma ligação
entre Antonina e a BR-277
A intenção de fazer uma rodovia ligando Antonina com a
BR-277, sem passar por Morretes, virou uma disputa judicial que já dura duas
décadas. E teve um novo capítulo na última semana, que pode sepultar de vez o
projeto. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre,
acatou o pedido do Ministério Público de que a obra causaria danos ambientais
irreversíveis à Mata Atlântica.
O projeto de fazer os 10,3 quilômetros da PR-340 foi
idealizado em 1995. Além de ser uma alternativa de trajeto para os moradores
locais e turistas, a rodovia serviria principalmente ao Porto de Pontal do
Félix, em Antonina. O argumento apresentado é de que os caminhões não mais
precisariam atravessar o centro histórico de Morretes. Atualmente, a circulação
é de 400 veículos pesados por dia. A obra é orçada em mais de R$ 170 milhões.
A pretensão de construir a rodovia foi encerrada em 2010,
com uma decisão judicial que proibiu em definitivo a realização da obra. Para
tentar ressuscitar o projeto, o governo do Paraná tentou novamente licenciar a
obra, em 2016, alegando que uma técnica construtiva de menor impacto ambiental
poderia ser aplicada.
O estudo considerou oito alternativas de traçado, a maior
parte passando por sobre o Rio Nhundiaquara, num trecho bastante largo. Para
construir uma ponte, a proposta é usar a tecnologia Cantitraveller, já aplicada
no Rodoanel em São Paulo. Com essa técnica, uma espécie de guindaste finca
“estacas” que servem de colunas para a estrutura. O principal traçado proposto
para a estrada passaria por uma área rural, com um areial desativado e
pastagens. Contudo, há também áreas de mata nativa que seriam impactadas – a
estimativa é de que no mínimo 14 hectares seriam afetados.
O governo estadual apostava na realização da obra com o
argumento que a nova tecnologia construtiva permitiria menor impacto ambiental.
No entendimento do Ministério Público, a realização da obra segue proibida.
Assim, o Judiciário foi novamente acionado para se manifestar e confirmou que o
impedimento está mantido.
A proposta
O estudo de impacto ambiental analisou oito propostas de
traçado, mas a considerada mais viável é a mostrada abaixo.
Estrutura prevista para a rodovia
Como será feita a ponte
Fonte:DER-Pr




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