Com o objetivo de integrar os
bairros que compõem a Regional do Tatuquara ao restante da malha viária de
Curitiba e Região Metropolitana, a região vai receber uma série de obras, como
a construção do Terminal do Tatuquara, ativação do Viaduto Pompéia e projeto da
Trincheira da Ângelo Burbelo.
A regional recebe esta semana o
quarto Mutirão da Cidadania realizado em parceria entre o governo do
Estado e a Prefeitura de Curitiba.
A integração da região foi
determinada pelo prefeito Rafael Greca ainda no início da gestão, em visita
realizada em 27 de janeiro. “É uma região que precisa ter ligação com a cidade,
seja com a Vila Verde, o Umbará, Ganchinho, Pinheirinho ou Araucária. Temos que
fazer isso para termos unidade, uma cidade só”, disse o prefeito na ocasião.
Projetado pelo Instituto de
Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), o Terminal do Tatuquara já
teve a autorização da União para ser licitado. A obra vai custar R$ 8,1
milhões, com recursos do Ministério das Cidades, e deve começar no início do
ano de 2018.
A liberação foi concedida
após reunião do prefeito Rafael Greca e do governador Beto Richa com
o então ministro das Cidades, Bruno Araújo.
“Com o projeto concluído e os
recursos garantidos, iniciaremos o processo de licitação de construção desse
importante terminal que garantirá mais qualidade de vida para quem mora e trabalha
no Tatuquara”, afirmou Eduardo Pimentel, vice-prefeito e secretário de Obras
Públicas.
O terminal do Tatuquara terá área
total de 3,4 mil m² e será erguido no terreno ao lado da Rua da Cidadania. O
novo terminal fará a descentralização do transporte na região, hoje
concentrado no Terminal Pinheirinho, e será equipado com bicicletário e
estrutura de apoio aos usuários com sanitários, lanchonetes, entre outros
equipamentos.
Pelo terminal passarão as
linhas da Região Sul de Curitiba: Rio Bonito, Dalagassa, Pompeia, Janaína,
Santa Rita, Rurbana e Tatuquara, que hoje se integram no Pinheirinho, num total
de dez linhas alimentadoras. De lá também sairão linhas troncais
que poderão fazer futura integração em estações estratégicas da Linha Verde ou
seguir diretamente à região central.
A ligação com a Linha Verde será
feita, inicialmente, pelas Ruas Presidente João Goulart, Antônio Zanon,
Delegado Bruno de Almeida até o fim das obras do Viaduto Vila Pompéia, que já
tem prontos os projetos das alças de acesso à BR-116.
Acesso do Viaduto Pompéia
Para a reativação do Viaduto Pompéia, que faz a transposição da BR-116, o
município ficou responsável por construir alças de acesso, sem as quais não tem
utilidade. O viaduto foi construído pela concessionária da rodovia e abandonado
por dois anos pela gestão anterior.
O projeto prevê a construção de
uma alça na via direita de tráfego paralela ao viaduto para dar acesso à BR-116
no sentido Sul. A obra também irá consolidar a ligação com o bairro. E as vias
laterais ao Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay serão adequadas para atender
com segurança, professores, alunos e pais, sem que eles tenham que utilizar as
vias de maior fluxo que ligam à BR.
O projeto viário foi elaborado
pelo Ippuc e a Companhia de Habitação Popular (COHAB) já cadastrou as famílias
que ocupam a área onde será feita a obra e que deverão ser transferidas para
habitações na região.
Trincheira da Ângelo Burbelo
O Ippuc também tem um projeto para a transposição da BR 116 no encontro da
rodovia com a Rua Vereador Ângelo Burbelo, no Tatuquara. A obra possibilitará a
ligação dos bairros Tatuquara e Campo de Santana com o Umbará e Ganchinho. Para
aquele ponto a proposta é também a de contar com uma estação de transbordo para
as linhas que ligam Curitiba a Fazenda Rio Grande pela rodovia.


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