Propostas serão
apresentadas no dia 22 de dezembro; estudo deve avaliar a viabilidade da obra
A
construção de uma ponte como alternativa para a travessia Caiobá-Guaratuba vem
sendo discutida há mais de 50 anos
A longínqua discussão sobre a necessidade de se construir uma ponte
entre Guaratuba e Caiobá – ligação hoje feita pelo ferryboat no Litoral do
Paraná – voltou à tona com o lançamento de um edital para contratar um projeto
para a obra. O governo Beto Richa (PSDB) se propõe a pagar até R$ 919 mil por
um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Em outras
palavras, está em busca de uma proposta que sugira alternativas de engenharia,
que considerem as consequências econômicas e também ambientais da obra.
A discussão sobre a possibilidade de construir uma ponte ligando
Guaratuba a Caiobá, em Matinhos, já se arrasta há mais de cinco décadas. Um dos
principais empecilhos para a construção da ponte – além da discussão sobre os
impactos ambientais – é o custo do projeto em relação ao fluxo de veículos,
concentrado nos meses de temporada de verão. O edital divulgado pelo governo
considera a hipótese de concessão da ponte, ou seja, que a obra seja feita por
uma empresa que ganhe o direito de cobrar pedágio.
Parceria
O projeto pode também ser uma parceria público-privada (PPP). É que,
se a ponte ficar muito cara e a quantidade de pagantes for pequena, o governo
pode custear parte das despesas para que a tarifa não fique muito pesada.
Por ano, cerca de 1 milhão de veículos trafegam nos acessos a
Guaratuba. Aproximadamente 100 mil usam o ferryboat, com tarifas entre R$ 3,40
(moto) e R$ 46,90 (caminhão com reboque). O percurso rodoviário é pela Serra do
Mar, descendo pela BR-376 e depois pela BR-101, o que inclui entrar em Santa
Catarina, na altura de Garuva, e depois retornar ao Paraná.
Projeto anterior
Em 2016, a Gazeta do Povo mostrou o projeto da arquiteta Mirna
Cortopassi Lobo, que propôs uma ponte de dois andares, apenas para veículos
leves, com espaço para o trânsito de pessoas e bicicletas. O governo estadual
informou que recebeu com muito interesse a proposta apresentada pela arquiteta
e que está avaliando a viabilidade do projeto.
Procurada pela reportagem, a arquiteta informou que não poderá
participar da licitação porque o edital estabelece como pré-requisito para a
participação já ter realizado projetos anteriores semelhantes – e não é o caso
do escritório de Mirna.
A data-limite para a apresentação das propostas, originalmente marcada
para 5 de dezembro, foi transferida para 22 de dezembro. A aprovação do projeto
não garante a realização da obra, que ainda não tem qualquer previsão para ser
executada.
Gazeta do Povo


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