Em 2017 Guarda Municipal registrou 9 ocorrências de tumulto, vandalismo e desordem em ônibus. Neste ano, já foram 28
Vandalização na frota de Curitiba: no ano passado 395 veículos foram danificados
As ocorrências de tumulto, vandalismo e desordem estão em alta no transporte coletivo de Curitiba. De acordo com informações da Guarda Municipal (GM), apenas nos seis primeiros meses deste ano foram 28 flagrantes de dano em ônibus, terminais ou estações tubo da cidade, número três vezes superior ao registrado durante todo o ano passado, quando haviam sido nove flagrantes desse tipo de janeiro a dezembro.
A escalada de ocorrências, segundo o inspetor Odgar Nunes Cardoso, diretor da GM, é provocada principalmente pela atuação de jovens que se dirigem a festas na região central da cidade e também de torcedores antes de jogos dos três principais times de futebol da Capital (Atlético, Coritiba e Paraná).
“Infelizmente, essas situações geralmente envolvem jovens que estão usando bebida alcoólica e vão para festas na área central da cidade, principalmente de noite. Também é comum esse tipo de registro nos dias de jogos de futebol em Curitiba. São grupos de torcedores organizados que nem entram no estádio, mas acabam trazendo esse problema para nós”, explica.
As situações mais comuns, ainda segundo o diretor da GM, são de apedrejamento e quebra de vidros dos ônibus. Ainda assim, há pessoas que resolvem inovar na hora de fazer besteira. Prova disso é que neste ano foram duas ocorrências em que torcedores quebraram a plataforma que dá acesso ao alçapão dos ônibus para tentar “surfar” no teto do veículo.
Prejuízo
As situações de vandalismo em ônibus de Curitiba, contudo, são muito mais comuns do que as estatísticas de flagrantes podem demonstrar. No ano passado, por exemplo, um total de 395 veículos foram danificados, com o custo de manutenção e reparo dos ônibus por conta de atos desse tipo ultrapassando os R$ 109 mil, segundo o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp).
Nos anos anteriores, a situação foi ainda mais grave. Em 2016, 655 ônibus haviam sido alvo de vandalismo na cidade, com prejuízos que superaram os R$ 155 mil. Já em 2015, 830 ônibus tiveram algum tipo de estrago em decorrência do vandalismo, deixando um prejuízo de quase R$ 190 mil, além do tempo em que os veículos ficam parados, prejudicando toda a população.
Prevenção e educação são os melhores remédios para combater os vândalos
De acordo com o diretor da GM, inspetor Odgar Nunes Cardoso, o melhor remédio para lidar com as ocorrências de dano no transporte coletivo de Curitiba é a prevenção. Por isso, a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs) já atua com campanhas educativas e lembretes no sistema de som dos ônibus, com conteúdos de alerta sobre os impactos do vandalismo.
Outra medida é o projeto “Cidadania Jovem – Informar para Formar”, desenvolvido pela Urbs e a Secretaria Municipal da Educação, no qual estudantes da rede municipal de ensino aprendem como funciona o sistema, os tipos de ônibus de cada linha, o significado da integração e a importância do ônibus no dia a dia de milhares de cidadãos.
Caso o cidadão se depare com alguma situação de vandalismo, deve ligar para o 153 (Guarda Municipal) ou o 190 (Polícia Militar). O recomendado é não esperar pelo ato de vandalismo para fazer a denúncia. “Visualizou num terminal a reunião de bastante gente, batucada, bagunça, ligue para a Guarda fazer a prevenção que mandamos de imediato uma viatura para abordar o grupo fazendo bagunça ou o ônibus em que eles embarcaram”, orienta o diretor da GM.
Não é só o transporte que sofre. Furtos e roubos de fiação também dão prejuízo
As ocorrências de vandalismo e desrespeito ao bem público, contudo, não se limitam aos casos registrados nos ônibus da cidade, como tratam de comprovar as ocorrências de furto de fiação e de luminárias no Memorial Árabe, na Praça Gibran Khalil Gibran, perto do Passeio Público no Centro, e na Praça Afonso Botelho, no Água Verde. Somadas a outras ocorrências semelhantes e recentes, o prejuízo para a cidade e aos contribuintes supera os R$ 100 mil.
Já no final de junho, foram furtados dez controladores de semáforo, todos na região da Linha Verde, entre os bairros Xaxim e Parolin. As ocorrências provocaram o desligamento de nove cruzamentos com semáforos, sendo que em alguns desses pontos os semáforos ainda não voltaram a funcionar normalmente. Na semana retrasada, um homem de 47 anos foi preso com peças de equipamentos de, pelo menos, cinco semáforos da cidade. Responsável por um ferro-velho no Parolin, ele responderá por receptação e ainda foi autuado pela Secretaria Municipal do Urbanismo, por falta de alvará. BP

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